quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Museu Náutico da Bahia

Mais um motivo para você conhecer a nova orla da Barra: visitar o Museu Náutico da Bahia.


A multidão entorno do Forte da Barra




Com a inauguração da nova orla um mar de gente toma conta da Barra. Mas deixe essa multidão pra trás entre no museu e mergulhe na história das rotas marítimas, do forte de Santo Antônio da Barra, das embarcações e dos equipamentos náuticos.



Loja de artesanato no museu

Compre seu ingresso na lojinha do museu por R$10 inteira e R$5 meia para estudantes, professores e idosos. O ingresso para Oficiais da Marinha e seus dependentes diretos(esposa, filhos e dependentes declarados), na ativa e na reserva, é franqueado, bastando que o militar se identifique e apresente os comprovantes no ato da aquisição dos bilhetes, quando serão emitidas as cortesias. Servidores da marinha não recebem cortesia.
É possivel visitar a torre do farol, até as 17h. Chegamos depois deste horário, então fica pra próxima...



Mapa das rotas marítimas portuguesas

























Aprimeira parte da visita nos apresenta as rotas marítimas feita pelos grandes navegadores portugueses tais como:

Cristovão Colombo- o primeiro a chegar ás Americas, em Cuba.
Vasco da Gama- o primeiro a chegar ás Índias contornando a África.
Pedro Alvares Cabral- o primeiro a chegar ao Brasil
Fernão de Magalhães - o segundo a passar pelo Brasil, cruzar o Estreito de Magalhães, seguir pelo Oceano Pacífico até Malaca. Após sua morte, assume a missão o navegador Sebastião del Cano.

Vale ressaltar que em alguns rotas, navegadores de outros países haviam passado antes. Graças ao museu compreendi essas rotas. Viva o museu!


Almirante Tamandaré

Depois, conhecemos o Joaquim Marques Lisboa que recebeu o título de Almirante Tamandaré e se tornou o patrono da Marinha brasileira. Aprendemos que ele dedicou sua vida a serviço da marinha e defesa do país.

Barco do Recôncavo

Saveiro

Agora, chegamos na sala das embarcações. Lindas! Percebemos a diferença entre saveiros, jangadas e canoas. Detalhe: o saveiro é um produto baiano. Embora tenha influências européias se adaptou ao jeito e a geografia da Bahia. Serviu para transporte das mercadorias do recôncavo Baiano até o porto de Salvador.Com o avanço tecnológico nos transportes náuticos, hoje é bem pouco utilizado.

Nau

É possível colocar um navio dentro de uma garrafa? Na sala das miniaturas você verá que é possível sim. Muito bacana! 

Sala das miniaturas

Um trabalho habilidoso do miniaturista Maneca Brandão da cidade de Itabuna, na Bahia, que apresenta a evolução da ciência náutica desde a chegada de Cabral e os diversos tipos de navios que foram utilizados em acontecimentos importantes do Brasil.

Segue alguns exemplos de miniaturas:

Esquadra Cabral

- Esquadra Cabral: saiu do Tejo, Lisboa, em 09 de Março de 1500 com 13 embarcações e chegou em Porto Seguro, na Bahia, em 22 de Abril de 1500 com 12.

Corveta Bahiana

- Corveta Bahiana: primeiro navio brasileiro a dobrar o Cabo de Horn passando pelo Chile, Bolívia e Peru, Pacífico e os Mares da Índia.

Encouraçado Minas Gerais

- Encouraçado Minas Gerais: construído na Inglaterra em 1908. Participou dos bombardeios ao Forte de Copacabana no Rio de Janeiro e da proteção a Salvador durante a Segunda Guerra Mundial.


O fundo do mar revela muita história entre elas o naufrágio do Galeão Sacramento na Baía de Todos os Santos. Nesta sala você verá os achados arqueológicos submarinos. São peças de porcelana, cerâmica e utensílios usados naquela época e que foram encontrados em águas baianas.


Sala dos achados submarinos


A próxima sala foi a que mais gostei. Um dos painéis explica a miscigenação brasileira e mostra quem foram os primeiros realmente brasileiros. Relata o caso do português que sobreviveu ao naufrágio, o Diogo Álvares Correia, que recebeu o nome indígena de Caramuru e conviveu por longo tempo entre os índios. Posteriormente se casou com Catarina Paraguaçu, uma índia que se converteu ao cristianismo.

Navios tumbeiros

Não poderia se deixar de falar das embarcações que trouxeram os negros para o Brasil. Eram chamadas de tumbeiros. Os escravos eram aprisionados em local de pouca ventilação com cerca de 70 cm a 1 mt² por pessoa.


Convés do navio negreiro

Para tamanha ciência os navegantes se valiam de instrumentos que indicavam com precisão localização, velocidade e o tempo. Na próxima sala, conhecemos alguns destes instrumentos, como:


Previsor de marés

- Primeiro previsor de marés da América do Sul, que funcionou até 1926.

Navisfera

- Navisfera: instrumento usado para solução de problemas de navegação como: triângulo de posição e escolha do astro para o cálculo da reta de altura.

O museu esta localizado no primeiro forte do Brasil construído em 1534, Forte de Santo Antônio da Barra. Sua localização é estratégica, na esquina da baía, antigamente chamada de Ponta do Padrão. Este fato, proporciona uma vista belíssima para a Baía de Todos os Santos bem como da Avenida Oceânica e da Av. Sete de Setembro.

Á esquerda Av. Sete de Setembro, á direita Av. Oceânica

Depois da reforma, a orla da Barra fica lotada no final de semana. As pessoas formam uma barreira o que torna quase impossível ver o pôr do sol.

Olha a muvuca pra ver o pôr do sol

Por isso, se você quer ver um pôr do sol com tranquilidade, deixe a multidão pra trás e entre no museu e mergulhe na sua história.

Espaço muito mais tranquilo


Vista para Baía de Todos os Santos




Depois da visita, sente no café instalado no forte e desfrute do passeio.

Forte de Santo Antônio da Barra 
Barra – Salvador – Bahia
Cep: 40140-650 
Telefones – (071)3264 3296 / 3331 8039
Funcionamento: De terça a domingo, das 08h30min às 19h (todos os dias em janeiro e julho).

Gostou do passeio? Dê sugestões. Curta, comente, compartilhe!


Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...