terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Ushuaia: Parque Nacional Tierra del Fuego

Percorrer o Parque Nacional Tierra del Fuego em seis horas não é fácil não, mas é muito gratificante chegar ao final da trilha e admirar a natureza que nos cerca. São montanhas, lagos, árvores, rios e o frescor de ar puro. Mas não se preocupe com destino, desfrute do trajeto e é isso que vou te propor neste post. Venha conosco!


O Parque possui quase 69 mil hectares e podemos fazer 4 trilhas e escolhemos a senda costanera que margeia a Baía Lapataia e termina na famosa placa do fim da Ruta 3. Essa é uma trilha de 8 km em que posso afirmar que você não precisa nem de guia nem de passeio comprado para fazer. A não ser que, esteja sem tempo livre ou queira conhecer profundamente a flora e fauna do Parque. É fácil encontrar transporte para o parque. Eles saem diariamente, a partir das 9h da avenida Maipú próximo do posto de gasolina.


Na van, conheci uma brasileira simpática e amigável, a Silvana, de São Paulo. Ela foi minha companheira de trilha por seis horas, muito agradável. Assim, você pode fazer este passeio sozinho e encontrar uma companhia também.

Na entrada do Parque pagamos 100 pesos e carimbamos nosso passaporte. Uma italiana ficou extremamente chateada pois havia esquecido o dela...rsrs.

O primeiro ponto de parada é no píer onde tem o Correio do Fim do Mundo. Lá você pode comprar um postal e enviar para quem você gosta e foi daqui que começamos a trilha. A princípio ficamos meio perdidas, mas tudo está demarcado e extremamente sinalizado e o número de pessoas trilhando é grande, por tanto difícil será se perder...

Começamos a trilha daqui, do lado esquerdo a Isla Redonda

Correo del Fin del Mundo
Recebi o mapa lá no ponto das vans e a motorista sinalizou tudo e explicou o percurso. Fizemos a senda costanera e gastamos quase 6h. Ao longo do caminho encontramos vários grupos de jovens e idosos fazendo a trilha. Parecem que são pesquisadores, biólogos ou geógrafos. Mas a maioria são como nós que estamos ali para apreciar a natureza e sentir o ar fresco. Encontramos várias plantas da região e frutas também. As aves nos fizeram companhia e as praias da Baía Lapataia testemunhavam nossa passagem. Interessante como tudo estava limpo, não vi um lixo sequer.
Mapa das trilhas. Em vermelho, o trajeto que eu fiz.




Você terá que passar por baixo de árvores...

Trilha demarcada e sinalizada

Pão de índio

Mata Negra Fashine
Depois de uma larga caminhada paramos no centro de visitante Alakush e é uma passagem quase obrigatória. Fui ao banheiro e comprei uma garrafa d'àgua de 500ml (24 pesos!), uma garrafa de 2 litros no mercado custou 8 pesos... O centro tem acesso wi fi, mas é fraco, seguimos nosso trajeto. Logo em frente vemos o Lago Roca que possui trilha própria, mas na qual não tivemos interesse. Atravessamos a ponte sobre o Rio Lapataia e chegamos no mirante da Laguna Verde e mais adiante na Laguna Negra que é na verdade um turbal.

Lago Roca e Cerro Guanaco

Ponte sobre Rio Lapataia

Laguna Verde

Laguna Negra- Turbal

Você ouvirá várias vezes esta palavra: turbal. É um tipo de depressão formada há milhares de anos pelos glaciares e que acumulou água e possuem plantas em decomposição.

E estamos mais perto do nosso destino, seguimos para o mirador da Baía Lapataia deixando de lado a castoreira, pois o tempo era reduzido e sabíamos que não apareceria nenhum castor. Descemos um pouco mais e enfim chegamos ao final da Ruta 3. Atravessamos a famosa placa e admiramos a Baía de Lapataia desde o Puerto Arias. Aqui encontrei a família que aparece nesta filmagem da travessia do Estreito de Magalhães e o pai me gritou: "Bahia, Bahia!". Foi uma surpresa e tanto!

A linda Baía Lapataia



Estávamos cansadas pois fizemos a trilha de olho no relógio para não perder a van que passaria ás 16h no Puerto Arias. Aguardamos um pouco e a van chegou. Quando chegamos em Ushuaia fomos comer pois a barriga roncava e sobre comer em Ushuaia escreverei no próximo post.

Agradeço a companhia da Silvana que é um doce de pessoa e espero nos vermos em breve na estrada da vida.



Dicas:
  • acorde cedo para fazer a trilha, vale a pena e você conseguirá fazer o circuito completo;
  • leve lanche, água e frutas. Deixar para comprar no Alakush é bem caro;
  • utilize calçados e roupa apropriados para caminhada e, mesmo no verão faz frio;
  • verifique o horário de volta da van do final da trilha para você não ficar no Parque;
  • no Parque há local para camping, se você tiver interesse entre em contato com a administração para mais informações através do email: informes@apn.gov.ar.
Confira outros passeios aqui:
Passeio Canal Beagle
Trilha Laguna Esmeralda
Pinguinera e Estância Harberton
Glaciar Martial
Museu do Fim do Mundo
Comer em Ushuaia por menos de 100 pesos, é possível?


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O Blog Vaneza com Z não possui parceria com nenhuma das empresas ou serviços citados no texto sendo uma escolha pessoal a escrita do post.

4 comentários :

  1. olha isso!beleza,ne?obrg pelas fotos Vaneza....beijoss da Argentina boludo ;3

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  2. Nossa! De todos os posts que eu li, o teu foi o mais completo e o que melhor informou! Primeiramente, muito obrigada!! E nossa, que sonho esse lugar! Viverei ele ano que vem! Amei seus posts!! Felicidades Vaneza!

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    Respostas
    1. Olá Larissa!

      realmente um sonho que recomendo qualquer um a realizar. é um contato maravilhoso com a natureza.

      Agradeço de coração!

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