domingo, 22 de março de 2015

Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia 2015

Um evento mais que cultural que proporciona uma grande interação entre quem assiste e os artistas que se apresentam. Eu diria que seria a arte bem pertinho do telespectador. O público é  formado principalmente por crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida que ficaram atentos às apresentações. Assim, vamos conferir como foi esta 11ª edição do Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia, no Farol da Barra em Salvador no dia 14 de Março.

Palco das apresentações, Farol da Barra




Foram 4 pontos de apresentação ao longo da Avenida Oceânica, o evento começou as 19h e a primeira que assistir foi do artista Hosoo da Mongólia que representa o höömii que é um canto tom lírico e poderoso, que exige que o cantor gere duas notas de cada vez. As canções falam da natureza, do vento, das montanhas, dos rios, e dos animais, como cavalos e camelos.

Hosoo , cantor lírico da Mongólia e o tradutor
O instrumento é o violino com uma figura de cavalo na extremidade. Os cavalos são maioria na Mongólia e supera o número de habitantes. As cordas são de crina de cavalo.
Me chamou atenção como o público ficou em silêncio para ouvir o Hosoo, até mesmo as crianças, não piscavam os olhos. O público fazia perguntas e com a ajuda de um tradutor, houve uma interação legal.


E as crianças estavam atentas
Depois desta apresentação, chegou Jonga Lima e grupo para animar a galera e fazer todo mundo sambar, pular e se divertir.

Jonga Lima e seu grupo
Jonga Lima é um artista incrível e irreverente, apresenta todo Domingo as 9h o programa Brasil Pandeiro na Educadora Fm. Neste festival ele tocou músicas de Dorival Caymmi, Raul Seixas em ritmo de carnaval e músicas autorais como a dançante Samba do Improviso. Embora não sabendo a letra, ninguém ficou parado.



Quem prestigiou o momento foi a Palhaço Pinduca, o palhaço mais velho da Bahia. Em sua cadeira de roda aproveitou o momento com muita alegria e ainda recebeu a homenagem de Jonga e aplausos do público.

Interessante foi um morador de rua que assistia o espetáculo, concentrado na música O que é o que é, de Gonzaguinha, e quando veio o refrão, ele pulava de alegria entre o público e se divertia. Enquanto isso o Jonga cantava e ria da  situação. Pois é, apesar do pesares " viver e não ter a vergonha de ser... que a vida devia ser bem melhor e será... é bonita e é bonita."

Acabou esta apresentação fomos para as próximas, caminhamos pela Avenida Oceânica e observamos outras como:

Peça infantil



Show de mágica com Ola Muchin




Crianças sentadas no calçadão da Barra desenhando e pintando
Entorno das apresentações  se formavam rodinhas e o público se divertia, embora em alguns casos não dá para ver nada pois era muita gente. Seria interessante a colocação de um microfone para que todos pudessem ouvir e entender o que se passava.



Desenho de rosto e retratos
Não deu vontade de ir embora, mas quem sabe no próximo ano o evento se repita. Outras cidades prestigiadas com evento foram: Madre de Deus, São Francisco do Conde e Nazaré das Farinhas. A ideia do evento é do Bernard Snyder e Selma Santos que estão de parabéns pela realização!

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